Educação patrimonial · programa e materiais

A cidade como sala de aula.

Percursos por etapa de ensino, com habilidades da BNCC; roteiros pedagógicos de Ouro Preto com caderno de campo e guia do professor; fichas para download; jogos; e as fontes oficiais de onde tudo isso vem. Para professor, conselheiro, guia, mestre e estudante.

Por onde começar?

A página é longa de propósito: reúne programa, materiais e fontes. Escolha um tema e desça direto até ele.

01

De que educação patrimonial falamos.

O bem não é o fim da atividade; é o meio pelo qual um grupo compreende a si mesmo.

Partimos de uma definição pública, e não de uma preferência nossa. A Portaria IPHAN 137/2016 e o documento que a fundamenta (IPHAN, 2014, p. 19) entendem por educação patrimonial "todos os processos educativos formais e não formais que têm como foco o Patrimônio Cultural, apropriado socialmente como recurso para a compreensão sócio-histórica das referências culturais". Três consequências saem daí. O que se ensina não é a igreja, é a pergunta que a igreja permite fazer sobre quem a construiu, quem a usou, quem foi excluído dela e quem hoje a mantém. A comunidade entra como participante, e não como plateia, o que desautoriza os projetos "criados de cima para baixo, sem ouvir os principais interessados" (Scifoni, 2012, p. 32). E o patrimônio é campo de conflito: o que se protege, quem decide e a que custo são perguntas legítimas dentro da sala de aula.

O método que atravessa os percursos é o do Guia Básico de Educação Patrimonial (Horta, Grunberg e Monteiro, 1999), em suas quatro etapas, lidas com a inflexão do manual de inventários participativos (IPHAN, 2016), que desloca o centro do bem para a pesquisa feita pelos próprios estudantes: "inventariar é um modo de pesquisar, coletar e organizar informações sobre algo que se quer conhecer melhor" (p. 9). As fichas desse manual são a espinha dos materiais para download.

E o tour 360°? Ele não substitui o lugar; antecede e sucede a ida ao lugar. Antes, serve à observação orientada: quem já percorreu virtualmente a Capela do Padre Faria chega ao adro sabendo o que procurar, e uma escola de Caruaru pode trabalhar Ouro Preto sem ônibus. Depois, serve ao retorno: o registro feito em campo é confrontado com a cena, e o que a fotografia não mostra (o cheiro, o sino, a ladeira, as pessoas) vira conteúdo. A ficha de leitura de tour tem, por isso, a coluna "o que a cena não mostra". Metade do acervo vivo do Portal (Reinado de Chico Rei, Congado, Maracatu, Frevo, Toque dos Sinos, Feira de Caruaru) é história e cultura afro-brasileira e indígena; os percursos foram escritos com o art. 26-A da LDB (Leis 10.639/2003 e 11.645/2008) no centro, e não como adendo.

Observação

Olhar antes de saber: percepção sensorial, perguntas, o que está e o que falta. No lugar ou no tour 360°.

Registro

Fixar o que se viu: ficha, desenho, fotografia, áudio, diário de campo. O olhar vira documento.

Exploração

Perguntar às fontes: pessoas, documentos, leis, outros lugares. Cruzar e discordar.

Apropriação

Produzir e devolver: mapa, reportagem, dossiê, pedido ao conselho, acervo da turma. O que circula fora da escola.

02

O mapa do patrimônio.

Para começar com uma turma: seis perguntas ligadas por setas. Toque em cada uma. O mesmo mapa está nas fichas lúdicas, em branco, para os estudantes preencherem.

O que é um bem cultural?

É tudo aquilo que um grupo de pessoas reconhece como parte da sua história, do seu jeito de viver e da sua memória. Pode ser uma igreja ou uma feira; pode ser uma festa, uma receita, um jeito de tocar tambor. A Constituição (art. 216) fala em bens "portadores de referência à identidade, à ação, à memória" dos grupos que formam o Brasil. Não precisa ser antigo nem bonito: precisa ser referência para alguém.

Pergunta para a turma: o que, na sua rua, é "de todo mundo"?

Material

O que se pode tocar e ocupa lugar: edifícios, ruas, chafarizes, imagens, sinos, objetos de casa, sítios arqueológicos, paisagens. Em Ouro Preto, a Capela do Padre Faria; em Santa Luzia, o Solar Teixeira da Costa; no Anexo da Câmara, as fundações de pedra que a obra revelou.

Pergunta: de que é feito, quem construiu, o que mudou nele?

Imaterial

O que vive nas pessoas e se transmite de uma geração a outra: celebrações, saberes, formas de expressão e os lugares onde isso acontece. O Reinado de Chico Rei, o Toque dos Sinos, o Frevo, a Feira de Caruaru, o ofício das bordadeiras. Sem quem faça, desaparece.

Pergunta: com quem se aprende, quem ainda sabe, quem vai continuar?

Quem cuida?

Primeiro, quem usa e mantém: a irmandade, a guarda, a família, a feirante, o sineiro. Depois, o poder público, em três níveis: o município (conselho municipal de patrimônio), o estado (em Minas, o IEPHA; em Pernambuco, a FUNDARPE) e a União (IPHAN). E as escolas, os museus, as universidades e as associações, que ajudam a conhecer e a divulgar.

Pergunta: quem cuida do bem que a turma escolheu, e quem deveria?

Inventário

É a pesquisa que descreve os bens de um lugar em fichas: o que é, onde está, quem cuida, que história tem. É o primeiro passo de qualquer proteção e o que uma turma pode fazer sozinha, com as fichas do manual de inventários participativos do IPHAN, adaptadas nesta página. Em Ouro Preto, o inventário municipal (IPAC) já reúne 92 bens de natureza imaterial nos treze distritos, dos quais apenas seis chegaram ao registro.

Atividade: fazer a ficha de um bem e entregar ao conselho ou à escola.

Tombamento

Protege bens materiais: o bem é inscrito num Livro do Tombo e não pode ser destruído nem alterado sem autorização. Continua sendo do dono, mas a vizinhança também passa a ter regras. Pode ser municipal, estadual ou federal. Vem do Decreto-Lei 25, de 1937.

Pergunta: o que muda para quem mora num bem tombado?

Registro

Reconhece bens imateriais num dos Livros de Registro (saberes, celebrações, formas de expressão, lugares) e obriga o poder público a apoiar um plano de salvaguarda, revisto a cada dez anos. Não congela a prática: documenta e fortalece quem a mantém. Vem do Decreto 3.551, de 2000. A Festa do Reinado de Chico Rei foi reconhecida pelo município de Ouro Preto em 2019.

Pergunta: o que uma festa ganha e o que arrisca ao ser registrada?

Salvaguarda e conservação

Proteger um bem imaterial não é congelá-lo, é sustentar quem o faz. Depois do registro, o poder público tem o dever de elaborar e executar um plano de salvaguarda, revisto a cada dez anos, com ações de documentação, apoio à transmissão do saber, melhoria das condições de produção e de acesso, e fortalecimento das comunidades detentoras. O registro é o reconhecimento; a salvaguarda é o que se faz depois dele, e é onde a maior parte das festas e dos ofícios se perde quando ninguém acompanha.

Há ainda outros caminhos além do registro e do tombamento: o inventário, que qualquer grupo pode iniciar; a chancela da paisagem cultural, para territórios onde natureza e cultura se sobrepõem; as leis estaduais de Patrimônio Vivo, que reconhecem e remuneram mestres e mestras, como em Pernambuco desde 2002; os editais de fomento; e, no caso dos bens materiais, as leis municipais de uso e ocupação do solo e a vigilância do entorno.

Pergunta para a turma: de quem depende esse bem continuar existindo daqui a dez anos, e o que já está sendo feito por ele?

O que eu posso fazer?

Olhar (a ficha de bolso); registrar (a ficha de bem, a foto, o desenho, o áudio); perguntar a quem sabe (a entrevista, com licença); contar para outros (o mural, o vídeo de um minuto, a exposição na escola); e pedir (o ofício ao conselho, que qualquer grupo pode protocolar). Cada uma dessas coisas tem uma ficha para baixar nesta página.

Atividade: escolher uma das cinco e fazer esta semana.

02

Cinco percursos, um por público.

Cada um traz objetivos, habilidades da BNCC lidas na fonte, duração, sequência pelas quatro etapas, produto, avaliação e fichas. Abra o que interessa.

O Currículo Referência de Minas Gerais será acrescentado a cada percurso assim que o documento oficial voltar ao ar (os portais do Governo de Minas estão em restrição eleitoral em setembro de 2026); não citamos códigos de memória.
AAnos iniciais (3º ao 5º ano): "A cidade tem memória"4 encontros de 2 aulas + culminância · História, Geografia, Arte, Língua Portuguesa+
Objetivos

Reconhecer marcos de memória no lugar onde se vive e discutir por que são considerados patrimônio (ou por que não são); distinguir, com exemplos próprios, patrimônio material e imaterial; produzir um primeiro inventário coletivo.

Habilidades da BNCC
EF03HI04EF03HI05EF03HI06EF04HI03EF05HI07EF05HI10EF03GE01EF03GE02EF04GE01EF15AR24EF15AR25

EF03HI04: identificar os patrimônios históricos e culturais da cidade e discutir as razões para que assim sejam considerados. EF05HI07: marcos de memória e a ausência de grupos na sua nomeação. EF05HI10: inventariar patrimônios materiais e imateriais. EF15AR25: conhecer e valorizar o patrimônio material e imaterial, com suas matrizes indígenas e africanas.

Sequência
  1. Observação. Caminhada de vinte minutos no entorno da escola com a ficha de bolso ("dez coisas de todo mundo"); em sala, o mesmo exercício diante de um tour 360° da cidade (ou da cidade mais próxima no Portal): o que vemos, o que não vemos, o que queremos perguntar. Comparação das listas: quase sempre o imaterial aparece mais na rua do que na tela, e isso já é conteúdo.
  2. Registro. Cada dupla escolhe um item e preenche a ficha simplificada de bem (nome, onde está, o que é, quem cuida, desde quando, uma pergunta); desenho de observação. No 5º ano, a ficha de categoria do IPHAN em versão reduzida.
  3. Exploração. A pergunta ao mais velho: cada criança leva para casa duas perguntas ("o que desapareceu daqui que você sente falta?" e "o que ainda existe que você tem medo de perder?") e traz as respostas em relato. Roda de conversa: quem aparece nas respostas, quem não aparece.
  4. Apropriação. Mapa afetivo da turma (papel grande, sem mapa de referência), com os bens registrados e as falas dos mais velhos; exposição na escola; envio, se a escola quiser, para a galeria de escolas do Portal, com termo assinado pelos responsáveis.
Produto

Mapa afetivo e conjunto de fichas da turma.

Avaliação

Rubrica em quatro níveis sobre observação, registro e argumento (uma razão que não seja "porque é antigo").

Fichas

Versão lúdica: Caderno do Explorador do Patrimônio (as cinco missões em 4 páginas coloridas). Referência: Ficha de bolso · Ficha simplificada de bem · Roteiro "pergunta ao mais velho" e termo · Rubricas

BAnos finais (6º ao 9º ano): "Inventário participativo da escola e do bairro"8 encontros em um bimestre, duas saídas de campo · História, Geografia, Arte, Língua Portuguesa+
Objetivos

Realizar um inventário participativo completo segundo o manual do IPHAN (2016), com as cinco categorias (lugares, objetos, celebrações, formas de expressão, saberes); usar fontes orais e documentais; produzir uma reportagem multimídia e uma proposta formal à escola ou ao conselho municipal.

Habilidades da BNCC
EF06HI02EF06HI05EF07HI12EF08HI22EF09HI23EF06GE07EF07GE02EF07GE03EF09GE03EF69AR01EF69AR33EF69AR34EF69AR35EF67LP14EF67LP20EF69LP06EF69LP07EF69LP35EF69LP39

EF06HI02: fontes e formas de registro. EF07GE03: territorialidades de povos indígenas e comunidades quilombolas. EF69AR34: analisar e valorizar o patrimônio material e imaterial. EF69AR35: tecnologias digitais para registrar e compartilhar. EF67LP14 e EF69LP39: planejar e realizar entrevista. EF69LP06: reportagem multimidiática, podcast, fotorreportagem. EF09HI23: direitos na Constituição de 1988, onde entra o art. 216.

Sequência
  1. Observação (encontros 1 e 2). Definição do território (quarteirão, bairro, distrito) e fichas do Projeto e do Território. Leitura orientada de dois tours do Portal, da própria cidade ou do eixo temático escolhido, com a ficha de leitura de tour: o que a cena mostra, o que não mostra, três perguntas de pesquisa. Em Ouro Preto, escolha de um eixo dos roteiros pedagógicos (seção 03) e leitura do caderno de campo correspondente.
  2. Registro (encontros 3 a 5). Pesquisa preliminar (biblioteca, jornal, internet, página de Legislação do Portal); primeira saída de campo com diário e fotografia; fichas das categorias (a turma se divide pelas cinco); segunda saída dedicada às entrevistas, com roteiro e termo de consentimento.
  3. Exploração (encontro 6). Cruzamento: o que a legislação protege e o que a turma inventariou; o que está tombado, registrado ou nada; quem decide (conselho municipal, IEPHA, IPHAN). Um bem que a turma considera importante e ninguém protege; um bem protegido que a comunidade não reconhece.
  4. Apropriação (encontros 7 e 8). Reportagem multimídia (vídeo de 60 a 90 segundos, podcast ou fotorreportagem) sobre um dos bens, com fonte nomeada em cada afirmação; redação coletiva de uma proposta (à direção da escola ou ao conselho municipal), com a ficha anexada. Apresentação pública.
Produto

Dossiê do inventário (fichas, relatório de imagens, transcrições), reportagem multimídia e proposta protocolada.

Avaliação

Autoavaliação pelo campo "Avaliação" de cada ficha; rubrica do professor (pesquisa, registro, entrevista, produção, proposta); leitura externa (outra turma, família, conselho).

Fichas

Versão lúdica: Detetive do Patrimônio (mapa da investigação, cinco pistas, veredito e post de 60 segundos). Referência: Fichas do inventário participativo (Projeto, Território, cinco categorias, Fontes, Relatório de Imagem) · Roteiro de entrevista e termo · Diário de campo · Ficha de leitura de tour 360° · Modelo de pedido ao conselho · Rubricas · Guia de uso de imagem

CEnsino médio: "Patrimônio, conflito e cidade"Projeto integrador de um trimestre, 12 encontros · Ciências Humanas e Linguagens+
Objetivos

Analisar um caso real de patrimônio em disputa ou em processo de reconhecimento, com fontes primárias (legislação, atas, dossiês, imprensa, entrevistas); compreender os instrumentos (tombamento, registro, inventário, chancela) e suas consequências; produzir um dossiê simulado e defendê-lo em sessão pública no formato de um conselho.

Habilidades da BNCC
EM13CHS101EM13CHS104EM13CHS105EM13CHS106EM13CHS204EM13CHS502EM13LGG601EM13LGG602EM13LGG603EM13LGG604EM13LGG701EM13LGG703

EM13CHS104: objetos e vestígios da cultura material e imaterial. EM13CHS105: crítica a dicotomias como cidade/campo, civilizados/bárbaros. EM13LGG601: apropriar-se do patrimônio artístico e dos processos de legitimação das manifestações. EM13LGG604: práticas artísticas e dimensões sociais e políticas. Competências gerais 3 e 7.

Casos propostos (um por turma ou grupo)
  1. Festa do Reinado de Chico Rei, Ouro Preto. Reconhecida como patrimônio imaterial do município em 2019: o processo, as guardas, o Maracatu Estrela Brilhante de Igarassu e a relação com o registro federal (Decreto 3.551/2000).
  2. Anexo da Câmara Municipal de Ouro Preto. O que a obra revelou (fundações de pedra seca, pau a pique sob o reboco, camadas de pintura) e o que a Lei 3.924/1961 e a arqueologia preventiva exigem; visita técnica com a UTM Arqueologia e Patrimônio Cultural. Tour 360°.
  3. Feira de Caruaru. Registrada no Livro dos Lugares (2006, revalidada em 2021): o que muda para os feirantes; o programa municipal de Patrimônio Vivo; o dossiê e a nota técnica de revalidação no Bem Brasileiro (IPHAN).
  4. Olinda. Patrimônio mundial, turismo e moradia: a Lei 4.849/1992, o Conselho de Preservação e o Plano Municipal de Educação Patrimonial.
  5. Solar Teixeira da Costa, Santa Luzia. O restauro em curso e o inventário do ICMS Patrimônio Cultural. Tour 360°.
Sequência
  1. Observação (1 a 3). Leitura do caso nos tours e nos vídeos de ação patrimonial; ficha de leitura de tour; visita ao lugar quando possível; entrevista exploratória com um agente (detentor, técnico, conselheiro, feirante).
  2. Registro (4 a 7). Levantamento documental na página de Legislação do Portal e nas fontes oficiais (Planalto, ALMG, ALEPE, conselhos, Bem Brasileiro); análise segundo a Resolução IPHAN 1/2006 (o que um pedido de registro precisa conter); entrevistas; registro fotográfico e sonoro.
  3. Exploração (8 e 9). Debate sobre valor: Meneses (2012) e a revisão de premissas do campo; "significância cultural" (Carta de Burra) e "autenticidade" (Documento de Nara) aplicadas ao caso; leitura crítica de uma carta patrimonial escolhida pela turma.
  4. Apropriação (10 a 12). Dossiê simulado (identificação, histórico, descrição, justificativa, fontes, plano de salvaguarda ou de conservação) e sessão pública em formato de conselho, com papéis distribuídos; vídeo de cinco minutos; banca convidada (professor, técnico, membro da comunidade).
Produto

Dossiê simulado, ata da sessão pública e vídeo.

Avaliação

Rubrica com uso de fontes, domínio dos instrumentos, argumentação e escuta, produção; autoavaliação; avaliação da banca.

DEducação de Jovens e Adultos: "Ofício, festa e memória do trabalho"6 encontros curtos, tarefas que cabem no celular+
Objetivos

Reconhecer os saberes e as memórias dos próprios estudantes como referência cultural; registrar um saber ou uma celebração em ficha e em vídeo curto; relacionar essa memória à história do trabalho e à cultura afro-brasileira e indígena (art. 26-A da LDB).

Habilidades da BNCC
EF05HI09EF05HI10EF07HI12EF15AR25EF69AR34EF67LP14EF69LP39EF69LP06EM13CHS104EM13LGG604

A EJA segue as habilidades da etapa correspondente, com ênfase em fontes orais (EF05HI09), entrevista e produção multimidiática.

Sequência
  1. Observação. Roda inicial: "o que você sabe fazer que aprendeu com alguém?" (cozinha de festa, construção, roça, reza, dança, costura, tambor). Leitura do Portal pela seção de Patrimônio vivo: Congado, Folias de Reis, Toque dos Sinos, Frevo, Feira de Caruaru; a política de Patrimônio Vivo de Pernambuco (bolsa e dever de transmissão) como exemplo de reconhecimento de mestres.
  2. Registro. Fichas "Saberes" e "Celebrações" do manual do IPHAN, preenchidas em dupla, um entrevistando o outro; gravação de sessenta segundos do gesto, sem narração.
  3. Exploração. Comparação com os registros oficiais: o que está registrado e o que a turma registrou; por que uns saberes viram patrimônio e outros não. Leitura de uma ficha do Portal e discussão de sua fonte.
  4. Apropriação. Acervo oral e audiovisual da turma, com termo de autorização; sessão de exibição aberta à comunidade escolar; envio ao Portal, se a turma quiser.
Produto

Acervo da turma (fichas e vídeos curtos).

Avaliação

Participação, ficha com informação própria, vídeo produzido; autoavaliação em roda; rubrica dos anos finais adaptada.

EAção não escolar: grupos, associações, conselhos, guias e canteirosOficina de 3 encontros · visita técnica em obra · formação de mediadores+
Objetivos

Instrumentalizar comunidades e agentes para o inventário participativo e para o uso dos instrumentos legais; formar mediadores.

Formato
  1. Oficina em três encontros. Inventário (fichas do IPHAN); legislação e instrumentos (página de Legislação do Portal como material único); redação do pedido ao conselho municipal.
  2. Visita técnica em canteiro: "o que a obra revela". No modelo das ações da UTM Arqueologia e Patrimônio Cultural no Anexo da Câmara, na Capela do Padre Faria e no Solar Teixeira da Costa (vídeos na seção 04): fundações, técnicas construtivas, camadas de pintura, vestígios arqueológicos, decisões de restauro.
  3. Oficina para guias de turismo e agentes culturais. Patrimônio vivo, uso responsável de imagem e mediação com detentores.
Produto

Fichas de inventário do grupo; pedido protocolado; relato da visita.

03

Roteiros pedagógicos de Ouro Preto.

Nove eixos que ligam temas do currículo a lugares da cidade, para Fundamental II e Ensino Médio. Cada parada traz o que se discute, a fonte primária, a atividade, o caderno de campo do estudante e o guia do professor.

Matriz desenvolvida pelo Rodeador Cultural para os roteiros guiados e o aplicativo Viva Ouro Preto ("A cidade como sala de aula · BNCC e Lei 10.639/03"), aqui reproduzida para uso escolar. Onde o Portal tem tour 360° do lugar, o botão leva à cena.

Carregando roteiros…
04

Ações em curso.

Obras de restauro e escavações acompanhadas pela UTM Arqueologia e Patrimônio Cultural, registradas em 360° e em vídeo, e usadas em ações de educação patrimonial com escolas e moradores.

05

Fichas para download.

Em PDF, A4, para imprimir. Livres para uso escolar e comunitário, com citação da fonte. Há duas versões: os cadernos lúdicos, coloridos e reduzidos, para Fundamental I e II; e as fichas de referência, para professores, Ensino Médio e o trabalho com o conselho. As fichas de inventário são adaptadas do manual do IPHAN (2016).

Cadernos lúdicos (Fundamental I e II)

Fichas de referência (professores, Ensino Médio, conselho)

Percurso A · observação

Ficha de bolso: dez coisas de todo mundo

Caminhada ou tour 360°; classificar material e imaterial; quem cuida.

PDF
Percurso A · registro

Ficha simplificada de bem cultural

Nome, onde está, o que é, quem cuida, desde quando, uma pergunta, desenho.

PDF
Percursos B, D, E · registro

Fichas do inventário participativo

Projeto, Território, cinco categorias (lugares, objetos, celebrações, formas de expressão, saberes), Fontes e Relatório de Imagem. 14 páginas.

PDF
Todos · exploração

Roteiro de entrevista e termo de consentimento

Preparação, perguntas de partida, conduta, devolutiva; termo de uso de imagem e voz com nota sobre a LGPD.

PDF
Percursos B, C, E · registro

Diário de campo

O que vi, o que ouvi, o que senti; perguntas; croqui; próximo passo.

PDF
Todos · observação e retorno

Ficha de leitura de tour 360°

O que a cena mostra, o que não mostra, perguntas para levar ao lugar, comparação depois da visita.

PDF
Percursos B, C, E · apropriação

Modelo de pedido ao conselho municipal

Ofício de solicitação de estudo para tombamento, registro ou inventário, com anexos e orientação de protocolo.

PDF
Percurso C · apropriação

Roteiro de dossiê simulado e sessão pública

Sete partes do dossiê, fontes de apoio e papéis da sessão em formato de conselho.

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Todos · avaliação

Rubricas de avaliação

Quatro níveis por critério, para anos iniciais, anos finais e EJA, e ensino médio.

PDF
Todos

Guia de uso responsável de imagem, som e dados

Antes de registrar, ao guardar e usar, ao enviar ao Portal.

PDF
06

Jogos e materiais lúdicos.

Materiais de acesso aberto produzidos por órgãos de patrimônio, prefeituras e universidades; links conferidos em 20 de setembro de 2026.

Belo Vale · IEPHA-MG e APPA · 2021

A caminho da Boa Esperança (jogo de tabuleiro)

Tabuleiro, dados e pinos sobre a paisagem da Fazenda Boa Esperança, em Belo Vale, cidade do Portal; avanços e recuos por atitudes de cuidado com a paisagem e a memória. Distribuído às escolas do município e disponível para imprimir: tabuleiro A3, A4 parte 1, A4 parte 2, pinos e dados.

Pernambuco · FUNDARPE / Secult-PE · 2022

Jogo do Patrimônio Vivo de Pernambuco (fascículos 1 e 2)

Jogos de cartas com os 75 mestres e grupos titulados como Patrimônio Vivo, impressos como livretos para sala de aula (coordenação Amanda Paraíso; ilustração Íkaro Santhiago). O "Jogo do Patrimônio 2.0", de tabuleiro, é usado nas oficinas da Gerência de Educação Patrimonial da FUNDARPE desde 2015 e integra o Programa Estadual de Educação Patrimonial. Versão digital do fascículo 2 no Issuu do Cultura.PE; os arquivos para impressão devem ser pedidos à FUNDARPE.

Carmo da Cachoeira (MG) · Prefeitura · 2022

Jogos "Conhecer para pertencer"

Jogo da memória, sete erros e quebra-cabeça com bens do município, para download; exemplo de material simples que um município do ICMS Patrimônio Cultural pode produzir.

Espírito Santo · Coletivo Quadro-a-Quadro · 2023

Exploradores do Patrimônio: jogo da memória capixaba

Jogo da memória com bens do Espírito Santo, com versão em braile, distribuído a escolas e em versão digital.

UFRGS · Gil e Werle · 2016

Patripife e O Agente Infiltrado

Jogo de cartas (tipo pife) com bens imateriais registrados e jogo de tabuleiro; o artigo descreve as regras e a experiência, útil para quem quiser criar o próprio jogo com os bens da sua cidade.

Portal · em preparação

Jogo de cartas do Patrimônio 360°

Baralho com os bens do Portal (material e vivo, por cidade), para imprimir, no modelo do Patripife e do jogo pernambucano. Entra aqui quando estiver pronto.

07

Bem Brasileiro e outras fontes oficiais.

De onde vêm os dados das fichas do Portal e onde o professor encontra o documento completo.

O Bem Brasileiro é a plataforma do IPHAN para os bens culturais imateriais registrados pela União (Decreto 3.551/2000): ficha de cada bem por Livro de Registro, estado e município; documentos do processo em PDF (pedido, dossiê, pareceres, atas, avisos do Diário Oficial, certidões); mídias; bibliografia; ações de salvaguarda; grupos detentores. As fichas de patrimônio vivo do Portal citam dele apenas os fatos públicos (datas, livro, número do processo, municípios) e remetem ao documento original; textos e fotografias dos dossiês pertencem aos seus autores e ficam lá.
Ouro Preto · Mariana · Livro das Formas de Expressão e dos Saberes

Toque dos Sinos em Minas Gerais e Ofício de Sineiro

Registro de 2009, revalidado em 2024; municípios de referência incluem Ouro Preto e Mariana. Dossiê de registro (2016). No Portal: Toque dos Sinos.

Caruaru · Livro dos Lugares

Feira de Caruaru

Registro de 20 de dezembro de 2006, revalidado em 27 de julho de 2021; proponente Prefeitura de Caruaru. Nota técnica de revalidação (IPHAN-PE, 2017), fonte primária para o caso do Percurso C.

Olinda · Recife · Livro das Formas de Expressão

Frevo, Maracatu Nação e Caboclinho

Frevo registrado em 2007 (UNESCO, 2012); Maracatu Nação em 2014 (Recife, Olinda, Jaboatão, Igarassu); Caboclinho em 2016. Dossiê do Frevo e dossiê do Maracatu Nação, com o Estrela Brilhante de Igarassu, presente no Reinado de Chico Rei em Ouro Preto.

Minas Gerais · IEPHA

ICMS Patrimônio Cultural

O Quadro III-C pontua programas municipais de educação para o patrimônio; o material de apoio técnico diz como estruturar e comprovar um programa, e vale como modelo para escolas e conselhos.

Pernambuco · Secult / FUNDARPE

Patrimônio Vivo de Pernambuco

Lista oficial dos mestres e grupos titulados (Lei 12.196/2002, alterada pelas Leis 15.944/2016 e 19.248/2026), com os de Olinda e Caruaru; referência para os percursos D e E.

08

Programas de referência.

Experiências reais nas cidades do Portal e fora delas.

Ouro Preto · Ibram

Setor educativo do Museu da Inconfidência

Criado em 1979, com o "Projeto Museu-Escola" nos anos 1980, quando as visitas guiadas deixaram de ser a grande atração e o museu passou a trabalhar com as escolas (Brusadin, 2014).

Ouro Preto · UFOP

Museus da UFOP

Museu de Ciência e Técnica da Escola de Minas, Museu da Pharmácia e Museu da Siderurgia, com visitas monitoradas e oficinas mediante agendamento; e o "Manual para quem vive em casas tombadas" (UFOP, IPHAN, MPMG e Prefeitura, 2024), material para moradores.

Olinda · Prefeitura

Plano Municipal de Educação Patrimonial de Olinda

Plano de 2014 com diretrizes e metas de curto, médio e longo prazo, envolvendo a rede escolar e a comunidade.

Caruaru · FUNDARPE

Museu do Barro de Caruaru

Acervo de Mestre Vitalino e dos artesãos do Alto do Moura, com gratuidade para estudantes de escola pública; porta de entrada para o eixo dos saberes.

Ouro Preto · Santa Luzia · UTM

Educação patrimonial em canteiro

As ações da UTM Arqueologia e Patrimônio Cultural em obras de restauro, com visitas de escolas e moradores, documentadas em 360° e em vídeo neste Portal.

IPHAN · Casas do Patrimônio

Casas do Patrimônio

"Espaço de interlocução com a comunidade local, de articulação institucional e de promoção de ações educativas" (IPHAN, 2014, p. 46); rede de referência para a ação não escolar.

09

Referências.

Todas abertas e conferidas em 20 de setembro de 2026; os clássicos do campo, sem versão on-line, constam por referência.

BIONDO, Fernanda; FLORÊNCIO, Sônia Regina Rampim. Inventários participativos como instrumentos de educação patrimonial e participação social. In: AMARAL, Lilian; ROCHA, Cleomar (org.). Patrimônios possíveis. Goiânia: CIAR/UFG, 2016.

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.

BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003; Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008 (art. 26-A da LDB).

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